Entre dezembro e janeiro,mesmo com o preço ao produtor mantendo-se estável,o preço da carne no varejo dispara,tendo o quilo do acém acumulado inacreditáveis 66,28% (de R$ 7,00/kg para R$11,64/kg),causando um rombo no bolso do consumidor sem benefício algum ao produtor(dados levantados pela APR-MT).
Quem atua no ramo sabe que o varejo(supermercados,principalmente grandes redes),não tem repassado ao consumidor os preços reais de compra.No mesmo período,a costela subiu 17,3% e o contra filé 22,63%.
Aqui mesmo temos denunciado a cartelização ,fruto das incorporações e compras de redes médias pelas grandes,ocorrida tanto entre os frigoríficos como entre os supermercados.
A Scot Consultoria também constata a queda do traseiro(carnes nobres) em 10% em janeiro.
Capitalismo pressupõe liberdade de iniciativa,competiçao e competência ,entre outros atributos.Mas nenhum guru do capitalismo defende concentração empresarial e cartelização.
Tanto o consumidor como o produtor são as vítimas dassa realidade anticapitalista,já que o CADE,órgão do governo que deveria regular a competição entre empresas impedindo o domínio do mercado pelos mega grupos pouco tem atuado.
28 janeiro 2010
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