Em todo o mundo,trava-se uma guerra econômica pelo domínio dos diversos mercados globais.O Brasil tem sido bastante favorecido pelo setor agropecuário,responsável pelos sucessivos superávits da balança comercial.
Isso incomoda os concorrentes,principalmente os europeus,que,além de imporem barreiras tarifárias agora criam também barreiras ambientais,como se o Brasil fosse o responsável pelas questões climáticas em debate atualmente.
Cada europeu paga por ano,2,50 euros(R$7,00) por vaca que pasta em seus campos,tentando competir com a carne brasileira.E quem recebe esses subsídios? Parece serem boa parte daqueles que acusam o Brasil nas questões ambientais.
Vejamos;o jornal Deutsch Welle(9/7/09) e a ONG Oxfam divulgaram dados estarrecedores.
Na União Européia,"os 60% menores produtores receberam 10% do total dos subsídios,enquanto os 2% maiores receberam 25%".
Quem são esses grandes produtores?
Por ex,o Príncipe Albert de Mônaco recebeu mais de US$ 300 mil para suas fazendas;a família real britânica,ficou com US$ 700 mil,além de outros membros da realeza como duques,lordes,etc.
Na Holanda,os principais beneficiários (entre 1999 e 2003) foram a fabricante de cigarros Philip Morris,a cervejaria Heineken e a empresa de doces Mars.Tanto o então Ministro da Agricultura Cees Verman(US$ 180 mil) como a ex comissária da agricultura da UE Mariann Fishe também receberam.
A esses grandes captadores de subsídio interessa a imposição de barreiras sócio-ambientais aos produtos brasileiros tanto por atuação política como pela forte ação de ONGs que no Brasil dão suporte a esses interesses.
E mais;cerca da metade do orçamento da UE é gasto em subsídios agrícolas ,embora apenas 3% da população viva no campo.
Será que esses 3% têm tanta força para conseguir todo esse $$ ? Ou os grandes comandam a distribuição de subsídios,a guerra ambiental,as barreiras tarifárias,etc.
Não é tão difícil a conclusão.
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