18 setembro 2006
Dia de Cão
Sábado-16-3hs-Desperto-uma dor de cabeça me atormenta.Eu a conheço de longa data.Quando surge de noite,não passa durante o dia.Procuro um analgésico mais forte .Acabou.Claro.Sempre nesses momentos.Tomo um outro.Volto para a cama.Durmo um pouco.Acordo pelas 7.A dor continua.Vou a farmácia.Compro um outro,mais forte.Sigo para o laboratório.Várias espetadas depois,e um frasco de sangue a menos,retorno.Um comprimido.Outro.O vizinho,como sempre,liga um sertanejo no último.Nada de efeito dos sedativos.Vou ao vizinho.Não sou de reclamar,mas hoje vou com tudo.O vizinho pai não está.Falo com o vizinho filho.Vai falar com a vizinha madrasta.Sempre elas.Milagre.O som desapareceu.Mas a dor não.Ligo na farmácia.Peço outro remédio.Bala de canhão.Diminui,mas ô dorzinha persistente.Vou tentar dormir. Durmo,durmo.Acordo.21hs.Levanto.Vou ver poker na tv.Não Aguento.Volto para a cama.Enfim consigo dormir.E um pouquinho melhor se vai o domingo.Hoje é segunda.Pareço melhor?Não sei.
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Um comentário:
Às vezes a dor serve para revelar talentos. O Dia de Cão foi narrado com muita propriedade. Mais de 24 bem explicadas em 16 linhas. Concisão a toda prova. Quanto a vizinhos sertanejos, me despertam desejos terroristas de implodir as casas. Rss.
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